Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

CarlosCarrilho Quinteiro

 

 

 

Carlos Carrilho: um nome de vulto, no Soito, em princípios do século XX.

 

 

 

 No assento de baptismo celebrado padre Manuel Nunes Garcia, seu primo em segundo grau, no dia 16 de Março de 1879, consta que “Carrelos” nasceu às três horas da tarde do dia 12 do mesmo mês.

Parentesco até ao 6º. Grau:

 

1º. Filho de Narciso Carrilho Quinteiro e de Maria Garcia de Carvalho, casados no dia 4 de Fevereiro de 1875) ela filha de José Garcia de Carvalho e de Maria Rosa Nunes.

 

2º. Neto paterno de José Carrilho Quinteiro e de Felismina Nunes do Gabriel, (casados no dia 28 de Agosto de 1843) ela filha de Paulo Nunes do Gabriel e de Luísa de Oliveira.

 

3º. Bisneto de:- Manuel Carrilho Quinteiro e de Luísa Martins, (Antão) casados em 15 de Janeiro de 1817. Ela filha de José Martins Antão e de Luísa Nunes.

 

4º. Trineto de Manoel Carrilho, que casou no dia 19 de Outubro de 1767, com Luísa Gonçalves Quinteira, filha de Manoel Gonçalves Quinteiro e de Maria Afonso.

 

5º. “Quadrineto” de Luís Carrilho, viúvo de Maria Dias e de Isabel Nabais casados no dia 12 de Maio de 1731. Ela filha de Domingos Carvalho e de Isabel Nabais.

6º. Pentaneto de Luís Carrilho, natural da vila de Alfaiates, filho de Miguel Carrilho, já defunto e de Sebastiana Gonçalves, moradores na vila de Alfaiates, casado em 1 de Maio de 1689 com Anna Gonçalves, filha de Manuel Gonçalves Lucas e de Isabel Gonçalves, já defunta, deste lugar do Soutto.

 

Era irmão de João Maria Carrilho, que casou com Luísa Felismina Carrilho e de Felismina dos Prazeres Carrilho que casou com João Baptista Carrilho.

 Fez exame de Instrução Primária no dia 8 de Agosto de 1889, com 10 anos, constando como Carlos Carrilho Quinteiro Garcia, e casou em 1912, em Roriz (Santo Tirso) com Amelia Miranda dos Prazeres Barbosa Carrilho.

Construiu uma linha telefónica entre o Soito e Vale de Espinho, localidade onde o pai tinha uma fábrica de cobertores, industria que no Soito remontava já a antes de 1758, conforme diz o Padre Hipólito Tavares, e que teria certamente feito evoluir, não fora a guerra que lhe arruinou a saúde e alterou os grandes projectos que tinha já em realização.

Foi concessionário do fornecimento de luz eléctrica ao Sabugal em 1912, (Foi, nesse ano, padrinho, com sua mulher Amélia Miranda dos Prazeres Barbosa Carrilho, natural de Roriz, Santo Tirso, esta “representada pela sua bastante procuradora D. Felismina dos Prazeres Carrilho”, de sua sobrinha Amélia Arminda dos Prazeres Carrilho, filha de seu irmão João Maria Carrilho e de Luísa Felismina Carrilho, nascida em Vale de Espinho e baptizada no dia 4 de Dezembro do mesmo ano, pessoas que para além de outros familiares trabalhavam na referida fábrica.

Ainda que alguém tenha escrito ter sido ele o fundador da fábrica é a seu pai, Narciso Carrilho, “Industrial do Soito” que a Câmara paga em 1909 e 1911 37.555 e 40.000 reis sobre respectivamente 56, 90 Kilogramas de lã em cobertores, para as forças militares estacionadas na vila e para os presos da Cadeia. (Contas de 1909 e 1911 do Arquivo Municipal)

 

Foi oficial do Exército, passando por Alferes (oficial da Administração Militar) no 3º.Batalhão de Infantaria 6, em Penamacor e Tenente e Capitão, na Covilhã . Participou na Primeira Grande Guerra, para onde embarcou no dia 17 de Agosto de 1917 integrado no 1º. Corpo Expedicionário Português, tendo sido tesoureiro da segunda Brigada de Intervenção,  e de onde veio em Maio de 1818 para convalescença de uma doença.. Foi condecorado com a medalha comemorativa da campanha em França (O. S. do Quartel General 1, nº. 424 de 1 de Março de 1919.

Foi arrendatário de terrenos da Santa Casa da Misericórdia, conforme se pode ver no mapa de cobranças de 1922/23, terrenos que em 1939 passaram para seu cunhado João Baptista Carrilho.

 

Fontes: (Foto e alguns dados gentilmente cedidos pelo saudoso Major Carrilho (Fernando Octávio), Arquivo Municipal do Sabugal, Arquivo Distrital da Guarda, Arquivo Paroquial do Soito  e Aquivo Histórico Militar)

ticarlos@sapo.pt

tags:
publicado por ticarlos às 23:15
link | comentar | favorito
Sábado, 1 de Junho de 2013

Orgulho perdido?



Que é feito do velho patriotismo,
E do orgulho da raça Portuguesa,
Se já se rendeu ao conformismo,
De só ter estrangeiro á sua mesa?

Se não produzimos o que comemos,
E importamos mais que exportamos,
Não tarda muito estaremos,
Como velha arvore sem ramos.

Querer ter fama e viver como rico,
Sem que tenha posses nem meios,
Arrisca-se a sofrer do fanico,
E a perder sem querer os arreios.

Quem gasta mais do que ganha,
E não pára com tais deslizes,
Não se alegre com a façanha,
Podem ter fim os dias felizes.

Ninguém pode, eternamente,
Viver á custa dum subsidio,
A menos que se julgue concorrente,
A um lento e colectivo suicídio.

Querer ser rico sem poder,
E querer o que eles consomem,
É o pior que pode acontecer,
Para levar a ruína ao homem.

Nesta Europa a que pertencemos.
Já tivemos o estatuto de Senhores,
Mas faz já anos que o perdemos,
E hoje somos apenas servidores.

Está em perigo a nossa identidade,
E a sobrevivência como Nação,
Se não tivermos a coragem e vaidade,
Que o passado nos legou como lição.

Não sei para onde caminha,
Ou para onde levam sem querer,
Esta terra que é Pátria minha,
E há tanto tempo sinto gemer.

Se disto fossem informados,
Quantas mágoas e desilusões,
Sentiriam os nossos antepassados,
Viriato, Afonso ou Camões.

Que diriam Vieira ou Pessoa,
Profetas do quinto Império,
Deste povo que hoje se abalroa,
E sujeita a tão grave vitupério?

 

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 23:16
link | comentar | favorito

Víçios do Poder.



Aquele que monta o cavalo do Poder,
E toma para si as rédeas do animal,
Tudo faz para montado se manter,
E de mau grado, se apeia do pedestal.

Todos os atropelos é capaz de cometer,
E crer absoluto o que apenas é virtual,
Ou até pela força fazer prevalecer,
Apenas a sua vontade como real.

Inventa privilégios e imunidades,
Que atribui a si e aos seus compadres,
Como se fosse dono e senhor de tudo,

Promete o paraíso que não conhece,
Àqueles á custa de quem enriquece,
E às suas queixas se faz surdo-mudo.

 

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 23:13
link | comentar | favorito

Atravessei o Tempo

ATRAVESSEI O TEMPO

Atravessei o tempo, como um meteoro,
Sem perceber que a vida é um tesouro
Que Deus me deu para administrar.
Não sei se o fiz bem ou mal,
Só sei que se aproxima o final
E nem sei que contas vou dar.

Fiz um contrato com a vida,
Com início e sem meta definida:
Não tinha prazo de validade!
A morte, pode a qualquer momento,
Chamar-me a dar-me acolhimento,
Estou suspenso da sua vontade!

Espero que me seja levado em conta,
O bem que fiz, que a pouco monta,
Mas que sempre julguei direito.
Como espero, se de algo tenho culpa,
O divino juiz aceite minha desculpa
E me absolva neste derradeiro pleito!!!

 

ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 21:20
link | comentar | favorito

Conjugação Fatal

Conjugação fatal

Tudo se conjuga para destruir o interior,
E o que ainda lhe resta de bom e de valor:
São os vícios, antes próprios só da cidade,
Mas que são hoje aqui uma enfermidade.
É a poluição que avança a passos largos,
E traz á nossa gente dias tristes e amargos.
É o ar que cheirava ao perfume das flores,
E que agora está carregado de maus odores.
È o rio Côa que já foi dos mais famosos,
E que hoje quase sem caudal nos traz chorosos.
São as fontes onde já bebemos á vontade,
E nas quais jorra hoje, água sem qualidade.
São as fabricas que em nome do progresso,
Viraram as nossas vidas e hábitos do avesso.
É a chuva que antes vinha regularmente,
E hoje participa no descalabro porque ausente.
É o lixo um pouco disperso por todo o lugar,
E contra o qual, o homem não quer lutar.
São os incêndios que sem razão aparente,
Deflagram e tudo destroem num repente.
É a segurança a que estávamos habituados,
E que deu lugar ao medo de sermos assaltados.
É a desertificação que arrebata a juventude,
E deixa só os velhos já fracos e sem saúde.
São os governantes alheios ao nosso mal,
Para quem só existimos em época eleitoral.
Somos enfim todos nós que não reagimos,
E de boa fé tudo aceitamos e consentimos,
Quem a história virá a julgar pela apatia,
E pela inércia em que vivemos o nosso dia.

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 20:32
link | comentar | favorito

Hipócrisia

Hipócrisia!!!


Há quem, acoberto da imunidade,
Possa fazer e dizer quase tudo,
Que há sempre quem cale a verdade,
E por medo se quede mudo.

Aprovam leis e têm-nas por boas,
Enquanto nenhum deles escorrega,
Mas contra elas inventam loas,
Se a justiça em falta os pega.

Quando os pobres são acusados,
As leis estão bem como estão.
Mas se são políticos os visados:
Há que revê-las e fazer alteração!

Quando nem de seus próprios lares,
Conhecem a vivência do dia a dia,
Afirmam a inocência dos seus pares,
Com uma certeza quase doentia.

Deviam ser exemplo e garantes,
Das leis de que são autores,
Mas mostram-se sempre relutantes,
E só de má vontade são cumpridores,

Têm a verdade como certa e sabida
Mas usam tudo para a combater
Desde a teia mais bem urdida
À lei que se apressam a distorcer

Os que têm mais dinheiro e poder,
Julgam-se uns pequenos reis,
A quem nada pode acontecer,
Ainda que violem regras e leis.

Adiam a justiça indefinidamente,
Para quem tem poder e conhecimentos.
Mas aplicam-na rápida e contundente,
Para os simples e sem proventos.

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 20:31
link | comentar | favorito

Célia

À Célia, minha filha.

Ainda há pouco eras criança
E brincavas com teu irmão
Na inocência de uma ilusão
E de uma vida tranquila e mansa.

Mas o tempo corre, avança
E corta esse comum chão
Abrindo a teus olhos a vastidão
Doutro mundo, doutra esperança.

Foste para a cidade pequena
Estudar para seres alguém
De onde saíste também
Depois de completa a cena.

Já ali, teu coração palpitou
E acordou para o lado sonhador
Sentindo a atracção do amor
Por aquele que tua graça ganhou.

Logo foste para a grande cidade
Frequentar Ciências da Economia
Curso que acabarias um dia
Licenciada pela Universidade.

Pouco depois vem o casamento:
Um acto de responsabilidade
Que amadureceu com a idade
E obriga a novo comportamento.

Chegou a hora da responsabilidade
De trazer ao Mundo uma criança
Que rompeu as trevas como uma lança
E trouxe o rosto da felicidade.

A ti que te sentes realizada
Por teres o Tiago e seres Mãe
Apenas posso dizer Ámen
A esta missão tão Sagrada.

Que o Tiago que de ti nasceu
Em dez de Setembro passado
Seja feliz e esteja destinado
A vida de permanente jubileu.

O Tiago é uma dádiva celeste
Um ser seráfico e inocente
Que deve ser acolhido docemente
Em festa e que ninguém moleste.

Não posso regatear-te os parabéns
Pela causa agora acontecida;
Por mais vida teres dado à vida
E teres-te juntado ao rol das Mães.

Eu, que estou no caminho de regresso
E pouco posso esperar da vida
Dou minha missão por cumprida
E a Deus nada mais peço.

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 20:29
link | comentar | favorito

Ao Tiago.

Ao Tiago, meu neto.

Na grande urbe Coimbrã
Na Maternidade Bissaya Barreto
Era uma e quinze da manhã
Nascia o Tiago meu neto.

Era o ano de dois mil e três
E o mês de Setembro já ia a dez
Quando chegara a tua vez
De neste Mundo poisares os pés.

Pequeno e frágil como um passarinho
A quem todos votam o maior cuidado
Ali estás deitado, sossegadinho
Como um anjo pelo Céu mandado.

Talvez porque estás indefeso
E não podes escolher ou decidir
Eu sinto por ti um amor de peso
Que balança alguma pode medir.

Tão pequeno, vejo-te já gracioso
Semente de vida e de futuro
Fermento de um homem vigoroso
Para quem todo o bem auguro.

Ao ser-te dado o dom da vida
Como a luz ao romper da aurora
Foste a prenda mais bela e querida
Que o avô Carlos recebeu agora

Já fazia seis anos o neto Bruno
De meu outro filho rapaz
Agora no momento oportuno
A Célia minha filha outro me trás

Desejo-te um futuro virtuoso
E uma vida sempre em flor
Num porte alegre e airoso
De que sejas sempre vencedor

Acredita que este avô te adora
E onde quer que eu possa estar
Rirei se estiveres bem, mas chora
Minha alma se te vir chorar

E se um dia Deus me levar
Antes que aprendas a ler
Deixo para que possas recordar
Neste poema o avô que quisera ser.

Ticarlos

tags:
publicado por ticarlos às 20:25
link | comentar | favorito

Ao meu neto Pedro.

Ao meu neto Pedro

 

Foi em Coimbra, cidade do amor,

Na Maternidade que um grande senhor

Deu seu nome:  Bissaia Barreto.

Era Outubro de dois mil e nove

E vinte e quatro o dia em que houve

Para minha mãe mais um bisneto.

 

Chama-se Pedro, o meu menino

Para quem peço um bom destino

E uma vida de luz e de paz.

Que Deus lhe dê a dobrar

Tudo o que eu lhe queria dar,

Mas não dou, não sou capaz!

 

Belos como dois lilases,

Já tinha dois netos rapazes,

Um do filho e outro da filha.

Agora um outro me veio

Que toda a família acolhe no seio

Como uma estrela que brilha.

 

Agradeço a Deus e à natureza,

O teu encanto, a tua beleza

E a perfeição com que nasceste.

E como agradeço, também peço

Te dê uma vida de sucesso,

Para te orgulhares que a viveste!

 

Entraste num mundo cruel,

Onde abunda o ódio e o fel,

Não te deixes contagiar.

Sê sempre honesto e leal,

Rege-te pelo melhor ideal,

Sem nunca te deixares vacilar.

 

Não te deixo bens por herança,

Deixo-te apenas a lembrança,

Do amor que sinto por ti!!!

E quando já fores crescido,

E estas letras tiveres lido,

Lembra-te que fui… e estive aqui!!!

 

Para a Célia vai um beijinho,

Com todo o amor e carinho

E desejo de força para o criar.

Para ele…toda a felicidade,

Que cresça em harmonia e idade

E em paz construa o seu lar!!!

Carlos

tags:
publicado por ticarlos às 20:21
link | comentar | favorito
Terça-feira, 16 de Março de 2010

Epitáfio à Paz

 

Epitáfio à paz
 
Não há diálogo e entendimento
Mas sim provocações e ofensas
Que tornam as gentes tensas
E com ruim comportamento
 
Impõe-se a dor e o sofrimento;
E todos condenam sem sentenças
A paz com má fé e vãs crenças
Que tomam por bom fermento
 
Começa a guerra, as armas soam
Os mísseis e as bombas voam
Levando a destruição e o terror
 
E é o povo que sofre injustamente
Ao cair sobre ele pesadamente
A factura de que não era devedor.
 
2003
publicado por ticarlos às 16:58
link | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. CarlosCarrilho Quinteiro

. Orgulho perdido?

. Víçios do Poder.

. Atravessei o Tempo

. Conjugação Fatal

. Hipócrisia

. Célia

. Ao Tiago.

. Ao meu neto Pedro.

. Epitáfio à Paz

.arquivos

. Julho 2013

. Junho 2013

. Março 2010

. Agosto 2009

.tags

. todas as tags

.favorito

. Comparativo

. Rádio Juventude Salesiana...

blogs SAPO

.subscrever feeds